Carregando... Aguarde...Um tema mais geral que tangencia todo o livro, capital no contexto hipercomplexo dos dias atuais, é o da racionalidade jurídica, quer como um paradigma político de estruturação de pontos de partida e da decisão, quer como um modelo de instauração da pluralidade argumentativa como condição de possibilidade da inserção dos debates sobre a teoria do discurso no direito. Sabe-se que há muitos estudos recentes que tentam determinar um novo paradigma racional ao direito, e as próprias teorias da argumentação jurídica se dizem fonte de aferição dessa nova racionalidade.
A autora transforma o mar revolto das teses difíceis em uma verdadeira calmaria sob um céu de Brigadeiro convidativo. Aquele que mergulhar e nadar nas águas cristalinas deste livro pode estar certo de que os caminhos do nado não serão traiçoeiros, mas sim provocativos à reflexão e à contemplação cuidadosa e ao mesmo tempo crítica daquilo que acontece no mar da filosofia do direito.
Sumário
1. A docência da Filosofia do direito - educando para o pensar
1.1 Recompondo as bases da educação jurídico-filosófica
1.2 Os que fazeres dos professores de Filosofia do Direito
1.3 A Filosofia do Direito na Educação jurídica
1.3.1 Filosofia do Direito para graduandos?
1.3.2 O cultivo do pensamento reflexivo como parâmetro educacional: a classe de Filosofia do Direito como comunidade de investigação.
1.3.3 O debate teoria prática: manejo conceitual ou desenvolvimento de habilidades?
1.3.4 Currículo racional
1.3.5 Bibliografia didática
1.4 A educação dos educadores da Filosofia do Direito
Considerações finais
2. O funcionalismo na Filosofia do Direito de Norberto Bobbio
3. O compromisso do cidadão com a ordem do Direito e do Estado numa Sociedade de consentimento
4. Pós-modernidade e socialismo: o teatro do absurdo
5. Racionalidade e politicidade das decisões judiciais
Introdução
5.1 De onde se fala, questão de ordem metodológica
5.2 O problema da racionalidade decisional no Direito
5.3 Da razão deliberativa judicial à racionalidade da função jurisdicional
5.4 Politicidade das decisões judiciais
5.5 Juízes políticos: integridade versus procedimentalização
Considerações finais - a Democracia judiciária
6. Humanismo e produção judicial do Direito no Brasil Introdução
6.1 Produção judicial do Direito e formas de racional idade decisional
6.2 Interpretação e argumentação no painel do pensamento jurídico contemporâneo
6.3 A função jurisdicional no Brasil e a razão humanista
Considerações finais
7 O juiz Proteus - decisões judiciais e sistemas especialistas legais de base argumentativa.
Introdução
7.1 Modelos decisionais no Direito: Júpiter, Hércules e Hermes
7.2 Inteligência artificial e decisão judicial: o juiz Proteus
7.3 Decisão judicial: KB5 de base argumentativa
7.4 Razoabilidade como índice de correção do sistema
Considerações finais
8. A identidade do Direito na compreensão clássica da decisão judicial
Introdução
8.1 A decisão encontra a atividade judicial em Platão e Aristóteles
8.2 Platão no paradoxo da legalidade
8.3 Aristóteles compreende a atividade judicial positivada
8.4 A atividade judicial na identidade do Direito
Conclusão
9. A racionalidade da decisão judicial constitucional
Introdução
9.1 O problema da racionalidade da decisão constitucional
9.2 A legitimidade do agente da decisão constitucional - os Tribunais Constitucionais
9.3 Normas e valores na produção da decisão constitucional
9.4 A decisão constitucional e o processo político
Conclusão
III TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO JURÍDICA
10. Direito Argumentativo e Direito Discursivo L a contribuição de Perelman e o desafio' de Habermas para a Teoria da
Argumentação Jurídica
Introdução
10.1 Direito Argumentativo perelmaniano
10.2 Racionalidade prática e Direito
10.3 Direito Discursivo habermasiano
Considerações finais
11. A Teoria da Argumentação Jurídica de Chalm Perelman
Referências